29 julho, 2008

feelings - in the morning


Acordo. Dou graças a alguma divindade por o mito do funcionário público ser absolutamente verídico e eu apenas entrar às dez da manhã.
Chego. Entro na arca frigoríca e, mais uma vez, como em todos os dias anteriores, faço planos para matar o inventor do ar condicionado (30 graus na rua e eu estou de casaco).
Teclo. Acabo as minhas tarefas em 2 horas.
Pedincho por novas tarefas. Dão-me tarefa de 5 minutos.
Acabo tarefa. Desisto de pedir novas tarefas.
Provavelmente, Chefe finge que acredita que, neste momento, estou a fazer alguma coisa importante que alguém me deu para fazer.
Anseio pelo almoço.

Vou fazer as tarefas da semana que vem e ler perez.



22 julho, 2008

O meu pré-trabalho


Não vou chamar ao meu estágio trabalho, porque se o meu verdadeiro trabalho for assim como este, acho que prefiro ir para a caixa do pingo doce. Lá, sempre tinha banda sonora (bip, bip, bip...) e podia realmente ver o dinheiro a chegar às minhas mãos (e a ir directamente para os bolsos do senhor Jerónimo). Assim, chamo-lhe o meu pré-trabalho. Este consiste em estar sentada numa secretáriazinha do ministério da economia durante 4 semanas. Uuuu ministério da economia! Parece fixe, não é?! Não, é somente uma profunda e verdadeiramente aborrecida chatice, longe de casa, requeridora de deslocações feitas através de transportes públicos e acompanhada de um ar condicionado gelado sempre a soprar sobre a minha cabeça. O único aspecto remotamente fixe do meu estágio é, como alguém me disse, eu parecer que estou nos livros do Harry Potter (por estar a trabalhar nO Ministério... pronto, para mim é fixe, but then again, i do love harry way too much...).
Assim, apenas vos posso dizer que se aproximam 4 semanas recheadas de refilice, pois, tendo em conta a experiência profissional que tive há dois verões, pré-trabalhar dá-me mesmo cabo dos nervos.
Ah, e se há algum ensinamento que eu, pequena rita, vos posso passar, é que NUNCA trabalhem. Nunca. Nunca. Nunca. Esqueçam aquela coisa toda do amor, casem pelo dinheiro. Vão para a porta da igreja pedir. Fiquem em casa até aos 70. Façam o que for preciso, mas nunca, absolutamente nunca, vão trabalhar (especialmente se não vos pagarem - sim, sim, eu sei, caí na mesma esparrela again - castello lopes 2!!).



16 julho, 2008

Querido diário,



Venho por este meio, dar-te uma notícia trágica. Hoje, portei-me mal. Portei-me mesmo muito mal. Hoje, vi metade do filme das spice girls, que estava a dar no canal Hollywood. É mau, eu sei. Lamento muito. Mas, espera. O pior ainda está para vir... Tive de interromper a sessão, para ir passear a dona murphy e... deixei o resto do filme a gravar [auto-slap mental].

Prometo que não vou ver o resto da gravação e que não volto a fazer nada semelhante.

xoxo


15 julho, 2008

A propósito de nada


- vi na tv um senhor com lipgloss - mas era um sr. gloss, mesmo daquele tipo super besuntas em que o cabelo está sempre a ficar lá colado.

- vai começar, nos eua, o big brother 10. DEZ, é verdade. Há gente cujo objectivo de vida é, apenas e unicamente, conseguir ter um L tatuado na testa.

- fui ver o Wanted e aviso já que o filme provoca um decréscimo de pelo menos 50 pontos no q.i. e perda da capacidade de construir frases de qualidade, pois, quando saí da sala de cinema, apenas era capaz de pronunciar as seguintes palavras epá, que fixe! é que é mesmo fixe! meeesmo fixe! é mesmo... fixe!!!

- há uns dias, lembrei-me de que, quando era uma jovem frequentadora da 1ª ou 2ª classe, ao ler a placa de um café a que costumava ir, que dizia tabaco só ao balcão, pensava, cheia de angústia, mas por que raio é que o primeiro-ministro (cavaco, na altura) só pode ser atendido ao balcão?!



11 julho, 2008

A Baixa


Lar dos pombos-tough de lx,
e dos eléctricos reis das ruas.



07 julho, 2008

As minhas pré-férias


Um saldo das minhas pré-férias. Não lhes chamo férias, porque senão as verdadeiras férias davam-me logo um tabefe na cara.

Devo confessar já que, desde há uns anos para cá, sofro do síndroma-está-demasiado-calor-para-ir-à-rua. Assim, tenho passado a maior parte do tempo, a descansar em casa (sim, o meu semestre passado com as suas 12 horas semanais de aulas foi realmente muito cansativo), a reler livros (sim, também está demasiado calor para ir à rua comprar livros novos) e a queimar o cérebro com todo o lixo que dá nas foxes e no E! (sim, consumo lixo, mas lixo de qualidade - ALERTA super lame behaviour - até já vi o cof*living lohan*cof).
Fui à praia, também, e é com moderada felicidade que posso anunciar oficialmente que já não sou esquálida. As minhas duas idas à praia dão-me agora o direito de passar a poder utilizar o título extremamente pálida.
Fui uma vez passear e ver as montras. Mas, voltei para casa duas horas depois, porque estava muito calor e eu fiquei muito cansada de andar a pé de um lado para o outro e de ter tido que apanhar o metro (cujos bilhetes agora custam 80 cêntimos!!! juro que no dia em que um bilhete custar um euro, vou desta para melhor - para quem não sabe, o preço dos bilhetes de metro são assim o meu medidor pessoal de inflação, pelo que, se alguém puxa (acabei de escrever pucha) o assunto ai a vida está tão cara!, é certo e sabido que eu vou começar com a conversa quando mudámos para o euro em 2002, os bilhetes de metro custavam 50 cêntimos!!, se estiver mesmo mal disposta até faço as contas e vejo quanto foi o aumento do preço em percentagem).

É claro que ponho a culpa desta ausência de emoção nas minhas férias em cima de todos os meus queridos amigos que ou estão a estudar, ou a trabalhar, ou em summer school (a sério, ainda não acredito que há pessoal que vai deliberadamente ter aulas durante o verão! os restantes dez meses não foram suficientes? Tenho prá troca!), ou a viajar por partes de Portugal que se orgulham de já terem 2 centros comerciais e praias cheias de pedras!

Sim, eu escrevi 5 linhas sobre o preço dos bilhetes de metro. Peço desculpa.




06 julho, 2008

reflexão e partilha


Existe um preconceito vivo e pulsante dentro de todos os estudantes universitários. Não vale a pena negá-lo, não vale a pena tentar sequer evitá-lo. Ele é inato e inapagável. Estou a falar, é claro, do preconceito aluno erasmus.
Todo o aluno erasmus tem pelo menos um pormenor esquisito. Ou anda com a mochila quase no pescoço, ou usa chinelos em Dezembro, ou se veste mal, ou não é grande adepto de banhos, ou bebe sumo de uma embalagem compal de pêssego de 1litro durante as aulas... E, não sei se é só na minha faculdade, mas nenhum dos erasmus parece possuir um q.i. muito elevado. Têm sempre notas medíocres. É claro que podem estar apenas a fazer jus à sua reputação - erasmus é só festa.
É trágico pensar que dentro de algum tempo também eu vou ser olhada por um sobrolho franzido. Aposto que vou ser a erasmus que fica meia hora no refeitório a descascar o filete.

p.s.: estou a falar apenas de erasmus não-portugueses, porque quase todo o português que vai para fora volta com uma bela média de 18...