25 novembro, 2009

Pessoas que deviam ir morrer longe

- pessoas que põem fotos em fato de banho no facebook e outras redes similares

- pessoas que vestem fato de treino ao domingo e não estão, claramente, a fazer exercício

- pessoas que provam a fruta no supermercado

- pessoas que falam com o telemóvel encostado ao ouvido em público sem perceberem que ele está em alta voz

- rapazes que usam o babyliss da mãezinha



19 novembro, 2009

Long live Lisboa

Queridos habitantes de todos os sítios que não Lisboa,

Venho dizer-vos que sinto muito. Até há pouco tempo, falava sem total certeza, quando dizia que adoro Lisboa e que tudo o resto era fraco. A partir de hoje, digo-o já sem qualquer dúvida.

Viver num sítio onde todos os homens usam boina e, com probabilidade de 80%, têm mais de 65 anos, onde as pessoas que apanham o mesmo comboio que nós nos oferecem o meio pão que já não querem comer e a revista cor-de-rosa que já acabaram de ler (a troco de conversas profundas sobre os filhos que moram na capital), onde as pessoas dizem númaros e onde a partir das 21h30 da noite não se vê qualquer ser vivo na rua é demasiado tortuoso para qualquer pessoa. Salvem-se e fujam para cá, enquanto houver espaço nos subúrbios.


15 novembro, 2009

Gripe B

Estudos recentes realizados pelo Departamento de Estudos e Estatística do dear chiclete concluíram que a maior parte da população portuguesa sofre do síndrome ODT - overdose de despedidas ao telefone.

Utilizar apenas um vocábulo é algo que não chega para o indivíduo português. Este não consegue dizer unicamente até logo ou boa noite e desligar o telefone. O português prefere utilizar uns 3 ou 4 termos de despedida, no mínimo. Esta situação ter-se-á agravado, nas últimas duas décadas, com a introdução do beijinhos e do ciau (aka tchau, na versão popularucha).

Seguem-se alguns exemplos reais, recolhidos no dia 13/11/09, entre as 10h e as 16h.

Exemplo 1: ciau, beijinhos, até logo, adeus.
Exemplo 2: um beijinho, adeus, até já, com licença.
Exemplo 3: ok, então vá, beijinhos, ciau, até logo [mini-pausa] ciau-ciau, até amanhã.



14 novembro, 2009

4 anos a encher papel cor de rosa

Querido dear chiclete,

Se este título te parece vagamente familiar (e certamente parece, porque já o escrevi, numa versão muito parecida, há uns anos atrás), é porque estás a ficar velho. Não deves ficar triste ou menos confiante por já seres crescido, porque, na verdade, ninguém gosta de crianças irritantes que se vestem de cor de rosa e que refilam a torto e a direito.
Num arredondamento completamente levado ao limite, vamos assumir que a tua idade se mede em anos de cães e que, como tal, tens agora mais ou menos 21 anos. És jovem. Vigoroso. Fresco e frontal. Tiveste agora os teus 15m de fama e não deixaste que te subissem à cabeça. Estou orgulhosa de ti. Continua.

Feliz aniversário!



Thank you all for visiting:) Come back soon! (please!)




11 novembro, 2009

quase-Gripe não-A

Perdida num mar de suave branco branquinho,
ponho creme na ponta do nariz
com doçura e carinho
e parto para uma noite de sonhos febris.


04 novembro, 2009

Momento alto do meu dia

Escolher as cores que vou utilizar numa tabela de Excel.

Fofo ou deprimente?

01 novembro, 2009

A ciência do Como está?

Queridos amigos, conhecidos e sinistros alheios que googlam o meu nome completo na net, hoje, trago-vos um pequeno ensinamento. Na verdade, trata-se mais de uma luz sobre o inferno de obrigações sociais no qual qualquer pessoa semi-interessante e responsável se vê diariamente envolvida. Aqui vai:

A questão como está? tem uma e uma só resposta.
Ninguém quer saber que estão cansados, porque dormiram pouco na noite anterior e que, por causa disso, acordaram tarde, perderam o comboio, tiveram que vir de metro e, consequentemente, andaram uma data de metros à chuva. Ninguém quer saber se vos dói a anca ou o braço, nem se os tratamentos que andam a fazer e vos custam um dinheirão não andam a dar resultado. Ninguém quer saber se não gostam do vosso trabalho, ao ponto de sentirem que vão desmaiar ou ficar cegos devido ao aborrecimento mortal que vos causa estar a preencher células de excel que depois passaram para um powerpoint, para o qual o vosso chefe olhou durante apenas um minuto e meio, apesar de vocês terem demorado três a fazer aquilo.
Ninguém. Quer. Saber.

A questão como está? tem uma e uma só resposta. Bem obrigada.